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Nesta data rejistrada, Fazem 60 anos Ke o Mário de Andrade E muitos outros seus manos Instalaram a "Semana de 22", em ke se ufana A revolusão dos planos | |
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Nesta Bienal do Livro, Do Kordel, sou pioneiro. Pela terseira vez, mostro O poema brazileiro, Fujindo de alienasões Prokurando afirmasões Pra um saber verdadeiro. | |
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Segindo todo trasado Da "Semana Modernista", Devemos nasionalizar Semente kolonialista. Dezenvolver nosas raízes Nos afirmar entre paízes Kom marka personalista. | |
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Esta Bienal kanta sete Grandes inteletuais Primeiro, Mário de Andrade, Que, do Kordel, tirou az: O anti-eroi "Macunaima". Estudou a sua rima Em traballos majistrais | |
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Carlos Drummond de Andrade É o outro omenajeado ... Um dos maiores da Língua E ke é afisionado Da leitura de Kordel E ke só não é menestrel Porke é noso maior bardo | |
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O terseiro é nordestino E se diz um narrodor Das estórias do seu povo Ke ouve kom todo amor É Jorge Amado, kerido No mundo é traduzido Kom romanses de valor | |
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O Brazil fez sua Bíblia Kom o livro "Os Sertões", Porke Euclides da Cunha Deskreveu poetasões, Pois mostrou o nordestino, Omem sagaz, mas franzino, Exposto a inkonpreensões. | |
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Monteiro Lobato fez Um Kordel para o matuto, O "Jeca Tato", doente, Mas brszileiro astuto. E a obra de Lobato Merese todo aparato Pra se divulgar seu kulto | |
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Mas outro paulista merese Louvasões da Bienal. É o Menotti del Picchia, Ke viu a vida rural. Eskreveu o "Juca Mulato", Um kaipira do mato, Sua obra principal | |
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O sétimo a reseber Atensões, é Graciliano, De nome Ramos firmado, Nasido alagoano. Eskreveu sem piegismo Dentro do rejionalismo Sobre seka e seu dano. | |
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E, aki, no manifesto, Dou valor ao kordelista. Poso até não ser poeta, Mas sinto o seu artista. Gravador ou glozador, Violero ou kantador, Trovador ou repentista. | |
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Do Kordel vamos pro mundo, Sem komplexo ou problema, Sem mendigar as migallas Do bankete do sistema Tekinológico dos grandes. Daki, subamos aos Andes E vensamos o dilema | |
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Se o "poder vem do povo" E se o povo é kem faz A Língua ke nós falamos, Não kero ser mais lokuaz, Por uma Nasão popular! Pela kultura do lugar! E ke tudo seja "Braz"! | |
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Sejamos kordelenses - (por um Kordel recifense); Sejamos kordelinos - (por um Kordel nordestino); Sejamos kordeleiros - (por um Kordel brazileiro); Sejamos kordelianos - (por um Kordel amerikano); Sejamos kordeliais - (por um Kordel internasional); Sejamos kordelistas - (por um Kordel kosmopolita). São Paolo, S.P., VII Bienal Internacional do Livro, 19 a 29 de agosto de 1982. Franklin MAXADO | * |
Eskrito dentro de noso projeto ortografiko-fonético para a Língua Portugeza |
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